ATLÂNTICOFLORESTA é uma exposição especialmente pensada pela curadoria do Museu de Arte do Rio para o G20. Reunimos trabalhos da coleção do MAR, inclusive recém doados, e mantemos uma campanha de ampliação do acervo em relação a artistas indígenas. Com isso, focamos em dois pilares do pensamento contracolonial na geografia que constitui nosso país. Por um lado o Oceano Atlântico de onde vieram os grupos de pessoas sequestradas de diversos países do Continente africano. Por outro, a floresta que segue em disputa pelas demarcações de terras dos povos originários e contra a exploração do agronegócio. A exposição reúne cerca de 40 artistas entre os principais nomes da arte contemporânea do país, como, Aline Motta, Ayrson Heráclito, Denilson Baniwa, Ziel Karapotó.
AtlânticoFloresta faz parte de um projeto mais amplo, no qual possui o escopo de lutar pela efetivação dos direitos humanos por meio da arte, inclusive defende a importância da aprovação do Projeto de Lei de regulamentação de profissão de artistas visuais e fomento às políticas públicas culturais (PL 1928/2024)
AtlânticoFloresta se justifica como um espaço de resistência e de luta pela efetivação dos direitos humanos,
utilizando a arte como plataforma para denunciar as injustiças históricas e as batalhas que ainda seguem em
curso, especialmente em relação aos povos indígenas e afrodescendentes. A exposição se coloca como um ato de
reafirmação da identidade e da memória coletiva, em um momento crucial de defesa dos direitos civis e das políticas públicas culturais no Brasil
Refletir por meio da Exposição AtlânticoFloresta a defesa dos direitos humanos por meio da arte, especialmente a importância da aprovação do Projeto de Lei de regulamentação de profissão de artistas visuais (1928/2024).
Ao incorporar símbolos culturais, espiritualidades e rituais, essas criações tornam-se travessias de resgate e recuperação, que revalorizam histórias silenciadas e projetam-nas como uma reivindicação contínua por dignidade e reconhecimento para as gerações atuais e futuras.

O Instituto Guimarães Rosa (IGR), criado em substituição ao Departamento Cultural e Educacional (DCED), é a unidade do Ministério das Relações Exteriores (MRE) responsável pela diplomacia cultural brasileira. O conceito de diplomacia cultural empregado pelo governo brasileiro refere-se à promoção do interesse nacional no campo da política externa por meio de ações nos campos da cultura, da educação e da língua portuguesa no exterior.

O Ministério da Igualdade Racial, órgão da administração pública federal direta, tem como atribuição elaborar políticas e diretrizes destinadas à promoção da igualdade racial e étnica; políticas de ações afirmativas e combate e superação do racismo; políticas para quilombolas, povos e comunidades tradicionais, entre outras. A pasta foi fundada em janeiro de 2023, após 20 anos do início das políticas de promoção da igualdade racial no Brasil